A Proteção do ambiente, numa perspectiva de Saúde Pública, está diretamente ligada a questões de contaminação ambiental por substâncias químicas e físicas. A toxicologia ambiental é uma sub-área da Ciência Toxicológica que tem como objetivo estudar os efeitos deletérios causados por substâncias ou compostos, presentes no meio ambiente (ar, água e solo), podendo estes estressores serem de natureza química, física ou biológica.

Alunos: Isabella Kummer, Luiz Carlos Kummer, Ana Cláudia Cotlinski e Tadeu Massulo (Grupo 1).

4th June 2011

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Artigo: Estudo da ototoxicidade em trabalhadores expostos a organofosforados

http://74.125.155.132/scholar?q=cache:Al7wLBFnbbIJ:scholar.google.com/+organofosforados&hl=pt-BR&lr=lang_pt&as_sdt=0,5

O aumento dos índices de agentes tóxicos no meio ambiente tem acarretado graves conseqüências ao meio ambiente e também à população produtiva exposta. O uso de agrotóxicos, principalmente em países subdesenvolvidos, vem aumentando a cada dia.

Entre os mais utilizados na agricultura estão os agentes anticolinesterásicos como os organofosforados, que inibem a acetilco-linesterase (AChE), que é uma enzima responsável pela destruição da atividade biológica do neurotransmissor acetilcolina (ACh). Uma vez acumulado nas terminações nervosa (ACh), a estimulação elétrica do nervo não pára. Os sinais de toxicidade incluem a estimulação dos receptores muscarínicos do sistema parassimpático do sistema nervoso autonômico.

 

O estudo, coorte histórica com corte transversal, foi desenvolvido por meio do estudo da função vestibular de 18 trabalhadores rurais do Município de Teresópolis. A faixa etária estipulada foi de 16 a 59 anos e o tempo de exposição foi calculado por anos de trabalho referido pelo agricultor. Os dados foram obtidos por meio da aplicação de três questionários, nos quais estavam incluídas perguntas pertinentes aos critérios de inclusão/exclusão da pesquisa. Todos os trabalhadores passaram por exame otorrinolaringológico, exame audiológico e vestibular.

 

O agrotóxico mais utilizado pelos agricultores foi o Manzate (54,2%) cuja classificação toxicológica é III, seguido do Folidol (33,3%), Tamaron (27,1%) e Gramoxone (25%). Considerando o tempo médio de exposição aos agrotóxicos organofosforados dos trabalhadores avaliados e afastando-se os diversos fatores contribuintes ou desencadeantes para o aparecimento da tonteira, como idade, alterações metabólicas e hormonais, hábitos sociais, entre outros, os dados obtidos neste estudo sugerem que os agrotóxicos organofosforados induzem alterações do sistema vestibular e do sistema auditivo, tendo sido evidenciado seu potencial neuro-ototóxico nesta população exposta.

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4th June 2011

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Curiosidades

Estudo mostra que altas taxas de suicídio em zonas rurais podem estar associadas ao uso inadequado de agrotóxicos
Um estudo publicado no mais recente fascículo dos Cadernos de Saúde Pública – revista bimensal editada pela Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz – revela que, além de prejudicar a saúde física, os agrotóxicos representam ameaças, também, à saúde mental.

O trabalho foi desenvolvido pelos pesquisadores Dario Xavier Pires e Maria Celina Piazza Recena, ambos do Departamento de Química da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, e Eloisa Dutra Caldas, da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade de Brasília.

Com o título “Uso de agrotóxicos e suicídios no Estado do Mato Grosso do Sul, Brasil”, eles enumeram as conclusões observadas após pesquisarem as prevalências das tentativas de suicídio provocadas pela exposição a agrotóxicos de uso agrícola no Estado do Mato Grosso do Sul, ocorridas entre janeiro de 1992 e dezembro de 2002. Nesses dez anos, se basearam nos registros das notificações de intoxicação do Centro Integrado de Vigilância Toxicológica da Secretaria de Saúde do Estado. Foram registradas 1.355 notificações de intoxicação, sendo 506 tentativas de suicídio, que levaram a 139 óbitos.
http://www.ambientebrasil.com.br/noticias/index.php3?action=ler&id=19154

http://www.scielo.br/pdf/csp/v21n2/27.pdf

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4th June 2011

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House MD, Temporada 1 – Episódio 8
Matt Davis, um adolescente de 17 anos, estava fazendo uma prova de cálculo quando de repente se sentiu desorientado e nauseado, apresentando bradicardia grave. Ao chegar ao hospital foi administrado imediatamente atropina, não obtendo eficácia, House desconfiou que seria uma intoxicação por drogas, indicando charcoal e  naloxona, mas quando viu que o teste de toxinas deu negativo, eliminou a possibilidade de ser intoxicação por drogas. A tomografia computadorizada não mostrou nada, não houve sinais de infecção, então não chegando a nenhuma conclusão, House aumentou a dose de atropina de 1mL para 2 mL. House manda sua equipe à casa do garoto para buscar possíveis toxinas. O paciente começou a apresentar um quadro convulsivo, logo recebeu 10 miligramas de diazepam. É encontrado na casa do paciente uma lata de massa de tomate estufada, que poderia ser uma fonte de botulismo, porém o estudante não apresentava sintomas de intoxicação por toxinas alimentares. Após análise da equipe do House desconfia-se que seja um caso de envenenamento por pesticidas, lavam a pele do estudante caso tenha sido absorvido pela pele e é administrado pralidoxima. Não obtendo também eficácia, pois o paciente sofre uma bradicardia novamente. Com o exame do plasma já feito duas vezes confirmando intoxicação por organofosforados, Foreman sugere um tratamento experimental com hidrolase mas para isso eles precisariam descobrir qual organofosforado estava causando a intoxicação, já que havia uma hidrolase para cada um dos 40 tipos de organofosforados existentes. Foram procurar na casa novamente, e foi encontrado um pesticida chamado disulfoton. Antes mesmo que pudessem iniciar o tratamento com a hidrolase específica outro paciente dá entrada no hospital com os mesmos sintomas, porém eles sequer se conheciam. Então a equipe começa a investigar o que os dois garotos têm em comum e descobrem que eles compravam calças do mesmo vendedor. Com a severidade e o fato dos problemas cardíacos estarem piorando muito mais do que os outros, indica que o veneno foi absorvido provavelmente pela pele e ao fazer um teste laboratorial na roupa do garoto, acharam o produto químico em questão, PHOSDRIN, House então entra com a hidrolase, que finalmente tem o efeito desejado, tratando os dois estudantes.

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4th June 2011

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Caso Clínico - House, episódio 8 (temporada 1)

M.D, um adolescente de 17 anos, estava fazendo uma prova de cálculo quando de repente se sentiram desorientado e nauseado, apresentando bradicardia grave.  Ao chegar ao hospital foi administrado imediatamente atropina, não obtendo eficácia, o medico desconfiou que seria uma intoxicação por drogas, indicando charcoal e  naloxona, mas quando viu que o teste de toxinas deu negativo, eliminou a possibilidade de ser intoxicação por drogas. A tomografia computadorizada não mostrou nada, não houve sinais de infecção, então não chegando a nenhuma conclusão, o medico aumentou a dose de atropina de 1mL para 2 mL. O paciente começou a apresentar um quadro convulsivo, logo recebe 10 miligramas de diazepam. Após análise da junta médica desconfia-se que seja um caso de envenenamento por pesticidas, lavam a pele dele caso tenha sido por contato e é administrado pralidoxima. Não obtendo também eficácia, pois o paciente sofre uma bradicardia novamente. Com o exame do plasma já feito duas vezes confirmando intoxicação por organofosforados, o médico sugere um tratamento experimental com hidrolase. Assim com a severidade e o fato dos problemas cardíacos estarem piorando muito mais do que os outros, indica que o veneno foi absorvido provavelmente pela pele e ao fazer um teste laboratorial na roupa do garoto, acharam o produto químico em questão, PHOSDRIN, o medico pede para entrar com a hidrolase, que trata o paciente.

Fosdrin: é um organofosforado, usado como pesticida, inibidor de colinesterase. Inibe a ação da acetilcolinesterase, interferindo na ação neurotransmissora da acetilcolina nas sinapses nervosas e nas junções neuromusculares. A alta afinidade para ligar e inibir a acetilcolinesterase interfere na inativação da acetilcolina nos receptores nicotínicos e muscarinicos.

Agentes Organofosforados:
Princípio ativo: Mevinfós
Nome comercial: Phosdrin
®

Nos quadros em que os sintomas muscarínicos são evidentes, a atropinizaçao é feita imediatamente, ao mesmo tempo em que as medidas de descontaminação. A atropina é um fármaco de ação anticolinérgica, de efeito antimuscarínico e que atua como tratamento sintomático da intoxicação por praguicidas inibidores da colinesterase, em doses suficientes, antagoniza eficazmente as ações nos sítios receptores muscarínicos, principalmente o aumento da secreção salivar e traqueobrônquica, broncoconstricção, bradicardia. São necessárias doses maiores para se obterem concentrações apreciáveis de atropina no SNC. A atropina não reverte os efeitos nicotínicos e não reativa a ACh inibida.
Os efeitos nicotínicos e os demais efeitos periféricos, podem ser revertidos pela pralidoxima (Contrathion®) que é a oxima disponível no Brasil, esta reativa a AChe, liberando-a para sua função normal. De preferência deve ser usada precocemente, pois é incapaz de reativar-la quando envelhecida. Estudos in vitro sugerem que deve ser usada entre as primeiras 24 até 48 horas após intoxicação.
A dose recomendada é de 1-2g (20-40mg/kg para crianças, sendo a dose máxima de 1 g), diluídas em 100-150 ml de soro fisiológico ou glicosado 5 % e aplicada por via intravenosa em 30 minutos. Esta dose pode ser repetida 1 hora depois se a fraqueza muscular ou diafragmática e o coma não melhorarem. Depois, administra-se em intervalos de 6 a 12 horas durante 24 a 48 horas para garantir a distribuição para todos os locais afetados. Ocasionalmente esta dose deve ser mantida por períodos mais longos, dependendo da gravidade do caso (OGA, 2003).
O uso deste fármaco não substitui a atropina, elas atuam sinergicamente e devem ser utilizados ao mesmo tempo no tratamento da intoxicação por organofosforados.
Os sinais e sintomas mais frequentes na admissão de pacientes intoxicados com organofosforados são: salivação, miofasciculações, sudorese e miose. Em seguida aparecem a broncorréia, ansiedade, fraqueza, tremores, hipotensão, taquicardia, vômitos e náuseas. Os sintomas observados com menor frequência são: insuficiência respiratória, dispnéia, desorientação, torpor, agitação, hipertensão, bradicardia, cólica abdominal, diarréia, hipotermia, cianose e coma. Estes dependem da dose e do tempo de exposição.

http://www.pergamum.univale.br/pergamum/tcc/Praguicidasorganofosforadosesuatoxicidade.pdf

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4th June 2011

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Normas oficiais

RESOLUÇÃO-RDC Nº 347, DE 16 DE DEZEMBRO DE 2002
 

http://www.jusbrasil.com.br/diarios/830471/dou-secao-1-31-12-2002-pg-132

 

Art. 2° Para os efeitos desta Resolução entende-se por:

I - Limite Máximo de Resíduo (LMR) - quantidade máxima de resíduo de agrotóxico ou afim oficialmente aceita no alimento, em decorrência da aplicação adequada numa fase específica, desde sua produção até o consumo, expressa em partes (em peso) do agrotóxico, afim ou seus resíduos por milhão de partes de alimento (em peso) (ppm ou mg/kg);

II - Dose Diária Aceitável ou Ingestão Diária Aceitável (IDA) - quantidade máxima que ingerida diariamente, durante toda a vida, parece não oferecer risco apreciável à saúde, à luz dos conhecimentos atuais. É expressa em mg do agrotóxico por kg de peso corpóreo (mg/kg p.c.);


Lei 7802/89 | Lei nº 7.802, de 11 de julho de 1989

Dispõe sobre a pesquisa, a experimentação, a produção, a embalagem e rotulagem, o transporte, o armazenamento, a comercialização, a propaganda comercial, a utilização, a importação, a exportação, o destino final dos resíduos e embalagens, o registro, a classificação, o controle, a inspeção e a fiscalização de agrotóxicos, seus componentes e afins, e dá outras providências
http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/109753/lei-7802-89 

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4th June 2011

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Mevinfós (Phosdrin®)- Ingrediente ativo ou nome comum: MEVINFÓS (Mevinphos)- Sinonímia: OS-2046; CMDP- Nº CAS: 26718-65-0- Nome químico: 2-methoxycarbonyl-1-methylvinyl dimethyl phosphate- Fórmula bruta: C7H13 6P - Grupo químico: organofosforado- Classe: inseticida e acaricida- Classificação toxicológica: Classe I- Uso agrícola: autorizado conforme indicado. - Modalidade de emprego: aplicação nas partes aéreas das culturas de alface, cebola, couve, espinafre, feijão, melão, morango e tomate. 
 Culturas               LMR (mg/kg)                Intervalo de segurança Alface                        0,5                                 4 dias Cebola                       0,1                                 4 dias Couve                        1,0                                 4 dias Espinafre                    1,0                                 4 dias Feijão                        0,1                                 4 dias Melão                        0,05                                4 dias Morango                     1,0                                 4 dias Tomate                      0,2                                 4 dias 
OBS: os LMRs referem-se à soma de (E) e (Z) mevinfósl) Ingestão Diária Aceitável (IDA) = 0,0008 mg/kg p.c.
- Órgão regulamentador: ANVISA RDC Nº 347, DE 16 DE DEZEMBRO DE 2002 - Sintomas de intoxicação por Phosdrin:   - Dor abdominal   - Náusea   - Vômito   - Diarréia   - Agitação   - Bradicardia   - Corrimento nasal   - Confusão   - Coma   - Paralisia de nervos cranianos   - Parada respiratória   - Dificuldade em falar   - Sudorese   - Astenia (fraqueza orgânica, porém sem perda real da capacidade muscular)   - Dor de cabeça   - Redução do nível de hemoglobina    - Redução da contagem de glóbulos vermelhos   - Redução da contagem de plaquetas   - Diminuição da pressão arterial   - Olhos lacrimenjantes   - Visão borrada   - Acidose metabólica   - Aumento de açúcar no sangue   - Líquido nos pulmões   - Convulsões   - Contrações musculares   - Incontinência urinária   - Broncoespasmo   - Parestesias (sensações cutâneas subjetivas)   - Cianose 

Mevinfós (Phosdrin®)
- Ingrediente ativo ou nome comum: MEVINFÓS (Mevinphos)
- Sinonímia: OS-2046; CMDP
- Nº CAS: 26718-65-0
- Nome químico: 2-methoxycarbonyl-1-methylvinyl dimethyl phosphate
- Fórmula bruta: C7H13 6P 
- Grupo químico: organofosforado
- Classe: inseticida e acaricida
- Classificação toxicológica: Classe I
- Uso agrícola: autorizado conforme indicado.
- Modalidade de emprego: aplicação nas partes aéreas das culturas de alface, cebola, couve, espinafre, feijão, melão, morango e tomate. 


Culturas               LMR (mg/kg)                Intervalo de segurança 
Alface                        0,5                                 4 dias 
Cebola                       0,1                                 4 dias 
Couve                        1,0                                 4 dias 
Espinafre                    1,0                                 4 dias 
Feijão                        0,1                                 4 dias 
Melão                        0,05                                4 dias 
Morango                     1,0                                 4 dias 
Tomate                      0,2                                 4 dias 

OBS: os LMRs referem-se à soma de (E) e (Z) mevinfós
l) Ingestão Diária Aceitável (IDA) = 0,0008 mg/kg p.c.

- Órgão regulamentador: ANVISA
 RDC Nº 347, DE 16 DE DEZEMBRO DE 2002 

- Sintomas de intoxicação por Phosdrin:
   - Dor abdominal
   - Náusea
   - Vômito
   - Diarréia
   - Agitação
   - Bradicardia
   - Corrimento nasal
   - Confusão
   - Coma
   - Paralisia de nervos cranianos
   - Parada respiratória
   - Dificuldade em falar
   - Sudorese
   - Astenia (fraqueza orgânica, porém sem perda real da capacidade muscular)
   - Dor de cabeça
   - Redução do nível de hemoglobina 
   - Redução da contagem de glóbulos vermelhos
   - Redução da contagem de plaquetas
   - Diminuição da pressão arterial
   - Olhos lacrimenjantes
   - Visão borrada
   - Acidose metabólica
   - Aumento de açúcar no sangue
   - Líquido nos pulmões
   - Convulsões
   - Contrações musculares
   - Incontinência urinária
   - Broncoespasmo
   - Parestesias (sensações cutâneas subjetivas)
   - Cianose 

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7th April 2011

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Impacto sócio-econômico

Impacto de Desastres Nucleares na Economia e na Vida de Cidadãos
Recentemente veio à tona o desastre nuclear de Fukushima, que atingiu escala 6 num máximo de 7 (equivalente ao acidente em Chernobyl na Ucrânia em 1986). Esse fato vem causando um alarde de nível global, devido aos riscos que o vazamento de substâncias nucleares traz para a população e para a economia, não só do Japão, de todo o globo.

Os compostos liberados pela explosão dos reatores atômicos trazem uma série de impactos nos seguintes itens: 

- Saúde Pública -> Devido ao risco trazido pelos compostos radioativos, que podem causar alterações no código genético da população, o que faz com que se eleve o risco de câncer e mutações genéticas;

- Segurança Pública -> Com o acidente nuclear, vem o pânico. Pessoas querendo se afastar o mais rápido e longe possível do lugar. Isso sem contar o corte de energia, que era produzido pela própria usina, o que faz com que as cidades atingidas fiquem sem eletricidade, fazendo com que ocorram saques devido ao pânico da população e à falta de segurança monitorada. Desencadeando também o próximo item;

- Economia -> Falta de geração de eletricidade (prejuízo industrial); vazamentos de material radioativo para o mar (prejuízo na pesca); investimento de dinheiro bruto do Governo para controlar a situação caótica (prejuízo a nível federal); contaminação da área ao redor do local do acidente, prejudicando a agricultura e habitação populacional (prejuízo ambiental);

- Nível Global -> Mobilização e tensão a nível mundial devido à preocupação com o vazamento do material para outros locais, o que poderia envolver outras nações no acontecido e causar ainda mais alarde mundial.

Novos testes estão sendo feitos para determinar se os produtos serão retirados do mercado. Alimentos da província de Fukushima já tinham sido banidos das prateleiras. Pelo terceiro dia, bombeiros usaram canhões d’água na tentativa de resfriar os reatores do complexo atômico danificado por falta de energia elétrica e de água para refrigeração. Foram divulgadas as primeiras imagens feitas de perto que mostram o arriscado trabalho dos novos heróis japoneses - funcionários que se expõem a altos níveis de radiação na tentativa de evitar o colapso da usina. Eles anunciaram que conseguiram estabilizar a situação em três reatores. A corrida agora é para religar a energia elétrica na usina. Cabos já foram reconectados. Resta saber se quando a eletricidade voltar as bombas de água do sistema de refrigeração funcionarão.

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7th April 2011

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Caso Clínico - Malathion

Caso clínico

J.H. 9 anos, ingeriu uma quantidade de inseticida que continha o produto Malathion. Após ter ingerido o inseticida, J.H. avisou sua mãe, que levou a criança ao pronto socorro juntamente com o frasco do produto. J.H. estava vomitando repetidamente no caminho à emergência do hospital e também queixando-se de câimbras abdominais. Após chegar ao hospital estava salivando e suando excessivamente. Os médicos passaram um tubo naso-gástrico para realizar a lavagem estomacal e iniciaram com fluídos intravenosos, registrando seus sinais vitais. Sua pressão sanguínea era de 78/48 mg de Hg, considerada baixa, e seu pulso era de 48 batimentos por minuto também considerado baixo. O médico registrou tremores involuntários dos músculos das extremidades.

 

1)     Qual a classe de agentes responsáveis pela intoxicação de Malathion?

Inseticida Organofosforado.

 

2)     A sintomatologia corresponde à intoxicação por essa classe? Explique.

Sim, o Malathion pode provocar vômitos, náuseas, salivação, diarréia. Por ser um organofosforado, pois ele exerce sua função principalmente através da inibição enzimática, o que determina a sua toxicidade. A inibição da acetilcolinesterase leva ao acúmulo de acetilcolina nas terminações nervosas, porque esta enzima realiza a hidrólise da acetilcolina produzindo a colina e o ácido acético (Taylor et al., 1996). Compostos organofosforados tais como inseticidas (Malathion), é um inibidor irreversível de enzimas que contêm serina no centro catalítico da enzima. Os sintomas apresentados nesse caso resultaram da inibição do centro catalítico da enzima acetilcolinesterase que contém o aminoácido serina. A acetilcolinesterase normalmente catalisa a inativação hidrolítica do neurotransmissor acetilcolina em acetato e colina, para terminar a transmissão do impulso nervoso. A inibição da acetilcolinesterase resulta no acúmulo da acetilcolina, causando uma variedade de sintomas clínicos como os apresentados por J.H. Ou seja, os organofosforados inibem a enzima colinesterase, responsável pela quebra das moléculas de acetilcolina na fenda sináptica, pela ligação dos radicais fosfatos a essa enzima. Isso gera superestimulação colinérgica, causando efeitos tóxicos para o sistema nervoso autônomo, sistema nervoso central e junção neuromuscular. A atividade parassimpática muscarínica aumentada devido à intoxicação colinérgica causa aumento das secreções glandulares (salivação, lacrimação, vômitos, incontinência urinária e diarréia). 

 

3) Qual é a principal causa de morbidade e mortalidade nas intoxicações pelos organofosforados?

O excesso de estimulação nicotínica na junção neuromuscular é responsável pelas fasciculações e pelo bloqueio neuromuscular causando fraqueza. A paralisia pode afetar os músculos respiratórios necessitando ventilação mecânica. Insuficiência respiratória é a principal causa de morte na fase aguda da intoxicação.

 

4) Por que a Pralidoxima é recomendada contra os efeitos nicotínicos dos organofosforados ao invés da Atropina?

A Atropina não é efetiva contra os efeitos nicotínicos dos organofosforados, principalmente a fraqueza muscular. Para esse fim, recomenda-se o uso de Pralidoxima. Ela age removendo o grupo fosforil da enzima colinesterase inibida, provocando a reativação da enzima.

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7th April 2011

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Folder informativo

Folder informativo

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6th April 2011

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Curiosidade: LABTOX
  Devido a importância da área para a formacão do Engenheiro Sanitarista e Ambiental o Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental, criou a Disciplina de Toxicologia Ambiental (Portaria n ° 168/PREG/1996). Com a criação da disciplina, houve a necessidade de uma estrutura laboratorial para complementar os ensinamentos teórios e desenvolver pesquisas. Assim, foi montado o Laboratório de Toxicologia Ambiental - LABTOX.
  As atividades do LABTOX tiveram início em fevereiro de 1997 com o objetivo de dar suporte ao ensino, pesquisa e extensão. Esta estrutura vem sendo utilizada em estudos toxicológicos (agudo e crônico), mutagênicos e genotóxicos com biotoxinas marinhas, cioanotoxinas, efluentes domésticos, efluentes industriais, quimioterápicos.
  As técnicas utilizadas, possibilitam introduzir nos estudos de impacto ambiental, os efeitos tóxicos causados por de compostos químicos dispostos no meio ambiente. 
Site do LABTOX: http://labtox.navista.com.br/

Curiosidade: LABTOX

  Devido a importância da área para a formacão do Engenheiro Sanitarista e Ambiental o Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental, criou a Disciplina de Toxicologia Ambiental (Portaria n ° 168/PREG/1996). Com a criação da disciplina, houve a necessidade de uma estrutura laboratorial para complementar os ensinamentos teórios e desenvolver pesquisas. Assim, foi montado o Laboratório de Toxicologia Ambiental - LABTOX.

  As atividades do LABTOX tiveram início em fevereiro de 1997 com o objetivo de dar suporte ao ensino, pesquisa e extensão. Esta estrutura vem sendo utilizada em estudos toxicológicos (agudo e crônico), mutagênicos e genotóxicos com biotoxinas marinhas, cioanotoxinas, efluentes domésticos, efluentes industriais, quimioterápicos.

  As técnicas utilizadas, possibilitam introduzir nos estudos de impacto ambiental, os efeitos tóxicos causados por de compostos químicos dispostos no meio ambiente. 

Site do LABTOX: http://labtox.navista.com.br/

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